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21 de agosto de 2013

Fazer valer a desordem

Postado por Unknown 0 comentários
Era um dia comum de domingo, as árvores estavam balançando, seguindo o ritmo do vento, imaginei que estaria havendo algo a mais que ninguém mais saberia, entre os dois. Sentada em algum lugar que não era específico, me perdia em pensamentos, sobre nossas conversas cotidianas, sobre como me falava sobre o que queria para daqui a alguns anos, enquanto eu relembrava os meus anseios e ria, de como tudo era tão estranho e impróprio. Peguei alguma fruta que estava perto de mim e deitei, olhando para o céu e tentando ver figuras nas nuvens, posso afirmar apenas que hoje já não é tão fácil e corriqueiro. O máximo que consegui foi uma nuvem com cauda, o que me ajudou a tirar alguns pensamentos da cabeça e dar espaço a uma leve risada que lembrou que o fato de estar ali era este, me fazer voltar ao que era antes, ou ao que eu tentava esconder sem mesmo ter um porquê, pelo menos não um bom porquê. O dia estava ligeiramente frio, pois era outono, dias que exibem uma brisa que nos toca delicadamente e nos faz perceber que ela está ali, tímida, mas está. Então, me dei conta que não seria tão fácil te deixar de lado, abandonar meses, palavras e todo o resto. Decidi de maneira relutante que esta seria a última vez que estaria fazendo isso, sentindo repulsa por sentimentos que não deveriam vir acompanhados desse verbo, e seria apenas eu mesma, com todos que me fazem, me criam, e se subjugam alguém que vale a desordem.




xx

12 de agosto de 2013

Ser você

Postado por Unknown 2 comentários

Eu era aquele típico de erva-daninha que não tem porque estar ali, mas também não vai embora, alguém precisa lidar com a situação, arrancá-la e deixar secar no chão como aviso para não voltar atrás. Você me disse que não iria voltar, tantas vezes, porém ainda está aqui? Por quê? Talvez você precise de algum invasor, como eu. Quando te trato mal, meu amor, não leve a mal, eu ainda tenho medo de você, medo de sentir tanto, em um espaço tão pequeno, parece até que irá se expandir a ponto de sufocar. Sufocando. Você não sente isso quando estamos falando alto e dizendo coisas que não queremos de verdade? Eu sinto muito mais, sinto que a culpa é exclusivamente minha, como em todas as situações, mas quem disse que não é? Eu mesma começou dizendo que era. Então tentarei ser o que não consigo ser, e conseguirei. Porque impossível mesmo é o meu péssimo hábito de fingir não ser, de não estar fazendo, de querer ser invisível quando sei que não posso. Está na hora de deixar os anos passarem, de ser melhor, o melhor que todos desejam e merecem. Ser você.


xx
 

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