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17 de dezembro de 2013

Aprisionada pela liberdade

Postado por Unknown 1 comentários
Lá estava eu, sentado, meio sem jeito, travesso cheio de vontades não expostas, nem a mim mesmo, quem dera soubesse do que se passa, aqui bem debaixo do triz que as palavras são. Ela sob o vento, tão lento, até parecia que ia degluti-la a qualquer momento, quem dera. Fiquei imobilizado e deveria, pois visões podem ser mal interpretadas. Seus cabelos, atropelados uns pelos outros,pareciam estar com sede, e a ambição era tao notável quanto a minha presença, mas ela não se mexia, pensei até em imortalizá-la, tão serena, no meio da multidão que nem sequer deixada seus olhos a seguirem, o tempo realmente esperava demais deles, mas eu não tenho apreço por ele, não dessa maneira, quero apesar estar. Foi quando percebi de que forma ela estaria em frentes aos meus olhos, não apenas por um momento. Meu lápis começou a pensar antes que pudesse perceber, traços tão cheios de vida e pureza, como nunca presenciei. E como todo amor que existe eu pude sentir, tudo ao meu redor, tão ferozmente e não querer prestar atenção, só precisava sentir meu lápis percorrendo o seu ser, como se pudesse implodi-lo e guardá-lo em segurança. Após ter terminado, a moça, de quem sabia apenas que já tinha se imortalizado, sem muitos esforços, não sabia que a sua vida já tinha valido a pena, e poderia apenas ser, o que quisesse ou apenas não ser ninguém, seu destino estava em minha mãos, salvo das traças, seria puramente ela em toda intensidade. Moça, você está livre.

2 de setembro de 2013

Para alguém pra lá de especial

Postado por Unknown 0 comentários
Amor, que dia mais especial hoje, não é mesmo?! Quase não podemos acreditar que completamos um ano juntos, um ano repleto de amor e felicidade, confiança, risadas, e um pouquinho de brigas, mas cá entre nós, é normal, para duas pessoas que um ano atrás aceitaram compartilhar as suas vidas, mudar algumas coisas, ser um do outro e nada mais, ser mais que namorados, amigos e confidentes, tendo a certeza de que em momentos difíceis o outro estaria do lado, e você sempre esteve e sempre vou ser grata por tudo, pelos abraços e palavras de consolos nos momentos em que não sabia se poderia mudar ou se teria como, obrigada pelas brincadeiras em meio aos meus soluços, pois isso me mostrou que você estaria lá, independente de qualquer coisa, e você sabe que eu também vou estar, porque amar é isso, é estar onde ninguém mais pode estar, é poder ajudar quando ninguém mais pode. Hoje eu vejo que somente você irá me entender, rir de mim quando não deveria, mas isso me ajuda de um jeito que nem eu mesma entendo, sei que você me ama, e por tudo isso, eu jamais iria te abandonar,  em pensamentos nem fisicamente, porque meu lar é você. O mundo pode estar acabando e eu terei conforto em teus braços, te digo, nunca ousei encontrar um lugar tão seguro no mundo todo, e hoje eu tenho, e por Deus, nunca quero perder, sofro apenas imaginando, seria uma vida tão solitária, mesmo que repleta de pessoas, não importaria ninguém, iria querer te ter com todas as forças que alguém pode ter, e sabia que não são poucas, é uma imensidão de querer, de respeito, de admiração, e de futuro. Meu futuro, olha só, está repleto de ti, meu bem, na verdade para mim, futuro é sinônimo do teu nome.

Quem diria que aquele dia perduraria por tantos e inúmeros sorrisos, esses que são o motivo da minha vida! E se não fosse bastante, ele ilumina a minha alma, trazendo o meu a tona. Me diz se imaginava algum dia que fossemos nos apaixonar aquele dia, duvido achar alguém que acharia, com tantos ali presente, ninguém ao mesmo tempo.  Nos conhecíamos há algum tempo, e porque não antes? Isso eu jamais vou entender, mas se acreditasse em Deus, diria que ele tinha um plano, trazer um ao outro no momento em que mais precisássemos e que daria certo, e se assim for, obrigada Deus, por esse lindo e bondoso presente que me deu a pessoa que mudaria minha vida, que me deu uma vida, a vida que eu quero, para o resto da minha vida, para o resto de nossas vidas, e te digo que irei enfrentar de tudo, todos os desafios e empecilhos que colocar entre nós, eu irei revertê-los a pó, pois te quero mais que tudo na minha vida, mais do que a minha própria vida e quero por mais um, dois, e todos os outros anos que assim nos foram reservados. Dizer eu te amo está ficando vago para o meu sentimento, mas mesmo assim vou te dizer mil vezes, todos os dias em que puder ser dito, eu te amo, eu te amo, eu te amo, eu te amo, e assim multiplique por milhões de vezes. Eu te amo e obrigada por tudo nesse um ano, obrigada e desculpa por tudo, por aquilo que te fiz passar e não foi justo, desculpas, mas eu te amo e ainda sou um pouco desajeitada com esse sentimento, mas se você jurar me ajudar por toda uma vida, juro que serei tudo o que merece.

21 de agosto de 2013

Fazer valer a desordem

Postado por Unknown 0 comentários
Era um dia comum de domingo, as árvores estavam balançando, seguindo o ritmo do vento, imaginei que estaria havendo algo a mais que ninguém mais saberia, entre os dois. Sentada em algum lugar que não era específico, me perdia em pensamentos, sobre nossas conversas cotidianas, sobre como me falava sobre o que queria para daqui a alguns anos, enquanto eu relembrava os meus anseios e ria, de como tudo era tão estranho e impróprio. Peguei alguma fruta que estava perto de mim e deitei, olhando para o céu e tentando ver figuras nas nuvens, posso afirmar apenas que hoje já não é tão fácil e corriqueiro. O máximo que consegui foi uma nuvem com cauda, o que me ajudou a tirar alguns pensamentos da cabeça e dar espaço a uma leve risada que lembrou que o fato de estar ali era este, me fazer voltar ao que era antes, ou ao que eu tentava esconder sem mesmo ter um porquê, pelo menos não um bom porquê. O dia estava ligeiramente frio, pois era outono, dias que exibem uma brisa que nos toca delicadamente e nos faz perceber que ela está ali, tímida, mas está. Então, me dei conta que não seria tão fácil te deixar de lado, abandonar meses, palavras e todo o resto. Decidi de maneira relutante que esta seria a última vez que estaria fazendo isso, sentindo repulsa por sentimentos que não deveriam vir acompanhados desse verbo, e seria apenas eu mesma, com todos que me fazem, me criam, e se subjugam alguém que vale a desordem.




xx

12 de agosto de 2013

Ser você

Postado por Unknown 2 comentários

Eu era aquele típico de erva-daninha que não tem porque estar ali, mas também não vai embora, alguém precisa lidar com a situação, arrancá-la e deixar secar no chão como aviso para não voltar atrás. Você me disse que não iria voltar, tantas vezes, porém ainda está aqui? Por quê? Talvez você precise de algum invasor, como eu. Quando te trato mal, meu amor, não leve a mal, eu ainda tenho medo de você, medo de sentir tanto, em um espaço tão pequeno, parece até que irá se expandir a ponto de sufocar. Sufocando. Você não sente isso quando estamos falando alto e dizendo coisas que não queremos de verdade? Eu sinto muito mais, sinto que a culpa é exclusivamente minha, como em todas as situações, mas quem disse que não é? Eu mesma começou dizendo que era. Então tentarei ser o que não consigo ser, e conseguirei. Porque impossível mesmo é o meu péssimo hábito de fingir não ser, de não estar fazendo, de querer ser invisível quando sei que não posso. Está na hora de deixar os anos passarem, de ser melhor, o melhor que todos desejam e merecem. Ser você.


xx

26 de julho de 2013

Suficiente para lembrar

Postado por Unknown


Não quis falar, não te deixei saber pelo o que estava passando, seria melhor assim. Meu coração deveria ser só meu, mesmo não sendo assim nos últimos meses. Hoje eu deveria ter estado com você, mas estou em meu quarto, mais solitário do que nunca, ele se parece bastante comigo, um lugar onde posso viver enquanto finjo que o mundo não está como eu esperava a anos atrás, que não massacra todos os dias, nas horas em que a única pessoa que me conforta se iguala a todos os outros, você que não entende o porquê de tudo ser assim pra mim. 

Gostaria que visse do jeito que me vejo, em um quarto sem luz, com uma janela que se encontra fechada, uma garota em posição fetal querendo adormecer para poder sonhar e tirar a impressão de que a resposta do que existe depende dela e por isso tudo terá um fim, porque ela só consegue pensar e dizer que não tem mais solução, que não sabe de nada que poderá fazer efeito, apenas diz, "Talvez possamos abandonar enquanto há tempo, ou ela explodirá".  

Minhas palavras não fazem mais sentido, como minhas escritas. Está tudo tão confuso, gostaria de você aqui, agora, para dizer o que preciso ouvir e calar esse sentimento de solidão que me invade sempre que se vai. Por que faz isso? Por que o mundo não pode te confortar como eu? Por que as cores somem? Por que o mundo gira tão devagar? Por que o ar anda tão pesado por aqui? Aqui, onde é aqui, que eu já não lembro mais? Sem você as perguntas não são respondidas e ficam incompletas como eu, como o ar que sinto fazer com que vivo, e continuo aqui, ele não se dissolve mais com a vontade de antes. 

Eu começo a ficar amiga da morte, ela já não me parece tão má e distante. Será que um dia ela me encontrará em um quarto negro, com pouco ar e alguns papéis ao meu redor? Eu sinto com certeza que um dia isso irá acontecer, se você for embora, nada tenho, nada suporto, tudo já não seria mais do que uma palavra das milhares que li para me confortar.  Devo estar exagerando, mas se você pensar que o mundo é algo realmente grande e que nele existem bilhões de pessoas, e que logo acima destes tantos, existe tantas outras almas, estrelas e universos, e por tudo isso que existe, nós temos a simples missão de encontrar apenas alguém, gostaria de me matar se precisasse de outro alguém. Prometa para mim, que se um dia não estiver mais aqui, todas as noites vai estar ao meu lado me dando forças para continuar, ou apenas respirar de um jeito que seja suficiente para lembrar-me de nós. 



xx

10 de julho de 2013

Mordomia literária

Postado por Unknown


E quando comecei a te amar já não era eu. Mudei, e posso dizer que essa mudança já era por muitos esperada, mas ao meu ver era totalmente desprezível, não era urgente. No fundo era, e está sendo exilada em recipientes iguais aqueles que gostamos de admirar, com animais estranhos, anomalias ou algo do gênero. Meus defeitos são anomalias, mas pouco a pouco estão esvaindo. E você é o responsável por isso, somente você. E se me pedissem qual foi o maior bem que me proporcionou, eu diria que foi a cura de algumas doenças, mesmo que benignas, por não precisarem de cirurgia, elas necessitavam de um ser que as queimassem por dentro, para que de lá não se regenerassem.

Desejo te ter ao meu lado, estancando todas as minhas incertezas, a falta de percepção do mundo, e nas pessoas. Te faço tão angelical que chega a ser perturbador. Você não é. É o fato de te amar que faz com que pareça puro e inatingível, cheio de malícias e vulnerável. A verdade é que ao te escrever, luto contra a força que traça minhas palavras, da mesma maneira, todas as vezes, elas não querem dizer outra coisa. Transformam-se medíocres, com um toque de meninice que por nada vai embora. Elas se acostumaram a te falar sempre sobre o quanto me faz bem e não abandono em pensamentos.

Mas quem ama não quer ficar horas escrevendo, até porque simplesmente as palavras não saem, não se solidificam. Cômico. Passei tanto tempo da minha vida esperando por este momento e agora não sei como explicar. Malditos poemas que no final tinham razão, não podemos tentar explicar o amor. Talvez a graça esteja nessa questão. Você ama, você sente o mundo em seu estômago, pode pesar toneladas, pode suplicar por um descanso, mas não saberá pedir socorro, pois ama esta sensação, ama saber que sua vida são dois mundos, dois sentidos, dois porquês.

Os textos ficarão ruins, eu cansei de começar inúmeros e apagá-los conforme desapareciam da ponta de minha língua. Nada é igual, nem minha capacidade de formular versos. Estou envergonhada, pois o amor me solidificou, me tornou só sua, e o que sinto, ficará dito, sentido, por nós dois. Acabou a mordomia literária.



xx


Foto: Melina Souza.
 

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